2/12/2008
Por Leonardo Boff
A busca de uma saída para a crise econômico-financeira mundial está cercada de riscos. O primeiro é que os paises ricos busquem soluções que resolvam seus problemas, esquecendo do caráter interdependente de todas as economias. A inclusão dos paises emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas. Prevaleceu ainda a lógica neo-liberal que garante a parte leonina aos ricos. O segundo é perder de vista as demais crises, a ecológica, a climática, a energética e a alimentar. Concentrar-se apenas na questão econômica, sem considerar as outras, é jogar com a insustentabilidade a médio prazo. Cabe recordar o que diz a Carta da Terra:”nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções includentes”(Preâmbulo). O terceiro risco, mais grave, consiste em apenas melhorar as regulações existentes em vez de buscar alternativas, com a ilusão de que o velho paradigma neoliberal teria ainda a capacidade de tornar criativo o caos atual.
O problema não é a Terra. Ela pode continuar sem nós e continuará. A magna quaesto, a questão maior, é o ser humano voraz e irresponsável que ama mais a morte que a vida, mais o lucro que a cooperação, mais seu bem estar individual que o bem geral de toda a comunidade de vida. Se os responsáveis pelas decisões globais não considerarem a inter-retro-dependência de todas estas questões e não forjarem uma coalizão de forças capaz de equacioná-las aí sim estaremos literalmente perdidos.
Na verdade, se houvesse um mínimo de bom senso, a solução do cataclismo econômico e dos principais problemas infra-estruturais da humanidade seria encontrada. Basta proceder a um amplo e geral desarmamento já que não há confrontos entre potências militares. A construção de armas, propiciada pelo complexo industrial-militar, é a segunda maior fonte de lucro do capital. O orçamento militar mundial é da ordem de um trilhão e cem bilhões de dólares/ano. Já se gastaram só no Iraque dois trilhões de dólares. Para este ano, o governo norte-americano encomendou armas no valor de um trilhão e meio de dólares.
Estudos de organismos de paz revelaram que com 24 bilhões de dólares/ano – apenas 2,6% do orçamento militar total - poder-se-ia reduzir pela metade a fome do mundo. Com 12 bilhões – 1,3% do referido orçamento – poder-se-ia garantir a saúde reprodutiva de todas as mulheres da Terra.
Com grande coragem, o atual Presidente da Assembléia da ONU, o padre nicaragüense Miguel d’Escoto, denunciava em seu discurso inaugural em meados de outubro: existem aproximadamente 31.000 ogivas nucleares em depósitos, 13.000 distribuidas em vários lugares no mundo e 4.600 em estado de alerta máximo, quer dizer, prontas para serem lançadas em poucos minutos. A força destrutiva destas armas é aproximadamente de 5.000 megatons, força que é 200.000 vezes mais avassaladora que a bomba lançada sobre Hiroshima. Somadas com as armas químicas e biológicas, pode-se destruir por 25 formas diferentes toda a espécie humana. Postular o desarmamento não é ingenuidade, é ser racional e garantir a vida que ama a vida e que foge da morte. Aqui se ama a morte.
Só este fato mostra que a atual humanidade é feita, em grande parte, por gente irracional, violenta, obtusa, inimiga da vida e de si mesma. A natureza da guerra moderna mudou substancialmente. Outrora “morria quem ia para a guerra”. Agora não, as principais vitimas são civis. De cada 100 mortos em guerra, 7 são soldados, 93 são civis, dos quais 34, crianças. Na guerra do Iraque já morreram 650.00 civis e apenas cerca de 3.000 soldados aliados. Hoje assistimos algo, absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e nações. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: não deixamos um momento sem agredi-la, explorá-la até entregar todo seu sangue. E ainda invocamos a legitimação divina para o nosso crime, pois cumprimos o mandato:”multiplicai-vos, enchei e subjugai a Terra”(Gn 1,28).
Se assim é, para onde vamos? Não para o reino da vida.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Eles não amam a vida
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domingo, 23 de novembro de 2008
Does growth really help the poor?
15 October 2008 by Andrew Simms
THE last line of defence for advocates of indefinite global economic growth is that it is needed to eradicate poverty. This argument is at best disingenuous. By any reasonable assessment it is claiming the impossible.
Here's why. During the 1980s, for every $100 added to the value of the global economy, around $2.20 found its way to those living below the World Bank's absolute poverty line. During the 1990s, that share shrank to just 60 cents. This inequity in income distribution - more like a flood up than a trickle down - means that for the poor to get slightly less poor, the rich have to get very much richer. It would take around $166 worth of global growth to generate $1 extra for people living on below $1 a day.
Fair enough, you might think, it's worth it. But consider the resources it would require. The measure known as the "ecological footprint" compares what we harvest from the biosphere, and return to it as waste, with the biosphere's ability to absorb this and regenerate. It reveals whether we are living within our means or eating into our ecological capital.
Humanity has been overshooting the biosphere's capacity to sustain our activities every year since the mid-1980s, and each year we do it sooner. In 2008, we had consumed the ration for the year by 23 September, five days earlier than the previous year. It would take at least three Earths to sustain us if everyone had the lifestyle of people in the UK; five if we all lived like Americans.
Perversely, under the current economic system, reducing poverty by a tiny amount will necessitate huge extra consumption by those who are already rich. To get the poorest onto an income of just $3 per day would require an impossible 15 planets' worth of biocapacity. In other words, we will have made Earth uninhabitable long before poverty is eradicated. If we are serious about helping the poor rather than the rich, we need a new development model.
Let's say we want an economy that gives us long, satisfied lives, within the tolerance levels of supporting ecosystems. Progress then requires maximising the efficiency with which an economy converts natural resources such as fossil fuels into desirable human outcomes. At the New Economics Foundation, we compare the ecological footprint with life expectancy and satisfaction, to see how well different nations are doing. By this measure, middle-income developing countries - and especially small island states - score best, while developed nations lag behind. Per unit of carbon, Europe delivers less well-being for its citizens now than it did in 1961. Across Europe, however, people report comparable levels of well-being whether they consume a lot or a little. In the UK, for example, people are just as satisfied whether their lifestyles would require eight planets to sustain or just one. This is a message of hope: good lives don't have to cost the earth.
But we have to overcome knee-jerk rejection of the "R" word - redistribution. With global growth constrained by the need to limit carbon emissions (remember that the poorest will be the first and worst victims of climate change), redistribution becomes the only viable route to poverty reduction. Given the triple crunch of the credit crisis, high oil prices and climate change, industrialised economies need radical, practical plans to address all these issues at once. Susan George discusses one approach on Special Beyond economic growth: Why big is beautiful. Another is the Green New Deal, launched last month. It calls for capital controls and tax reforms to stabilise the economy and raise funds for a massive and quick environmental transformation, creating thousands of jobs while narrowing the gap between rich and poor.
It took just days for governments in the UK and US to abandon decades of economic doctrine to try to rescue the reckless financial system from complete meltdown. Why should it take longer to introduce a plan to stop the planet crunch brought on by an equally reckless and even more dangerous obsession with growth?
Profile
Andrew Simms is policy director of the New Economics Foundation in London, UK. He is co-editor of Do Good Lives Have to Cost the Earth? (Constable 2008).
From issue 2678 of New Scientist magazine, page 49.
THE last line of defence for advocates of indefinite global economic growth is that it is needed to eradicate poverty. This argument is at best disingenuous. By any reasonable assessment it is claiming the impossible.
Here's why. During the 1980s, for every $100 added to the value of the global economy, around $2.20 found its way to those living below the World Bank's absolute poverty line. During the 1990s, that share shrank to just 60 cents. This inequity in income distribution - more like a flood up than a trickle down - means that for the poor to get slightly less poor, the rich have to get very much richer. It would take around $166 worth of global growth to generate $1 extra for people living on below $1 a day.
Fair enough, you might think, it's worth it. But consider the resources it would require. The measure known as the "ecological footprint" compares what we harvest from the biosphere, and return to it as waste, with the biosphere's ability to absorb this and regenerate. It reveals whether we are living within our means or eating into our ecological capital.
Humanity has been overshooting the biosphere's capacity to sustain our activities every year since the mid-1980s, and each year we do it sooner. In 2008, we had consumed the ration for the year by 23 September, five days earlier than the previous year. It would take at least three Earths to sustain us if everyone had the lifestyle of people in the UK; five if we all lived like Americans.
Perversely, under the current economic system, reducing poverty by a tiny amount will necessitate huge extra consumption by those who are already rich. To get the poorest onto an income of just $3 per day would require an impossible 15 planets' worth of biocapacity. In other words, we will have made Earth uninhabitable long before poverty is eradicated. If we are serious about helping the poor rather than the rich, we need a new development model.
Let's say we want an economy that gives us long, satisfied lives, within the tolerance levels of supporting ecosystems. Progress then requires maximising the efficiency with which an economy converts natural resources such as fossil fuels into desirable human outcomes. At the New Economics Foundation, we compare the ecological footprint with life expectancy and satisfaction, to see how well different nations are doing. By this measure, middle-income developing countries - and especially small island states - score best, while developed nations lag behind. Per unit of carbon, Europe delivers less well-being for its citizens now than it did in 1961. Across Europe, however, people report comparable levels of well-being whether they consume a lot or a little. In the UK, for example, people are just as satisfied whether their lifestyles would require eight planets to sustain or just one. This is a message of hope: good lives don't have to cost the earth.
But we have to overcome knee-jerk rejection of the "R" word - redistribution. With global growth constrained by the need to limit carbon emissions (remember that the poorest will be the first and worst victims of climate change), redistribution becomes the only viable route to poverty reduction. Given the triple crunch of the credit crisis, high oil prices and climate change, industrialised economies need radical, practical plans to address all these issues at once. Susan George discusses one approach on Special Beyond economic growth: Why big is beautiful. Another is the Green New Deal, launched last month. It calls for capital controls and tax reforms to stabilise the economy and raise funds for a massive and quick environmental transformation, creating thousands of jobs while narrowing the gap between rich and poor.
It took just days for governments in the UK and US to abandon decades of economic doctrine to try to rescue the reckless financial system from complete meltdown. Why should it take longer to introduce a plan to stop the planet crunch brought on by an equally reckless and even more dangerous obsession with growth?
Profile
Andrew Simms is policy director of the New Economics Foundation in London, UK. He is co-editor of Do Good Lives Have to Cost the Earth? (Constable 2008).
From issue 2678 of New Scientist magazine, page 49.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Não desperdiçar as oportunidades da crise
17/11/2008
Por Leonardo Boff
Face a um cataclismo econômico-financeiro mundial se desenham dois cenários: um de crise e outro de tragédia. Tragédia seria se toda a arquitetura econômica mundial desabasse e nos empurasse para um caos total com milhões de vítimas por violência, fome e guerra. Não seria impossível, pois o capitalismo, geralmente, supera as situações caóticas mediante a guerra. Ganha ao destruir e ganha ao reconstruir. Somente que hoje esta solução não parece viável pois uma guerra tecnológica liquidaria com a espécie humana; só cabem guerras regionais sem uso de armas de destruição em massa.
Outro cenário seria de crise. Para ela, não acaba o mundo econômico, mas este tipo de mundo, o neoliberal. O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e de consumo.
Não precisamos recorrer ao idiograma chinês de crise para saber de sua significação como risco e oportunidade. Basta recordar o sânscrito matriz das línguas ocidentais.
Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri vem também crítica que é um processo pelo qual nos damos conta dos pressupostos, dos contextos, do alcance e dos limites seja do pensamento, seja de qualquer fenômeno. De kri se deriva outrossim crisol, elemento químico com o qual se limpa ouro das gangas e, por fim, acrisolar que quer dizer depurar e decantar. Então, a crise representa a oportunidade de um processo critico, de depuração do cerne: só o verdadeiro fica, o acidental cai sem sustentabilidade.
Ao redor e a partir deste cerne se constrói uma outra ordem que representa a superação da crise. Os ciclos de crise do capitalismo são notórios. Como nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica mas sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, ele nunca supera propriamente a crise. Alivia seus efeitos danosos, revitaliza a produção para novamente entrar em crise e assim prolongar o recorrente ciclo de crises.
A atual crise poderia ser uma grande oportunidade para a invenção de um outro paradigma de produção e de consumo. Mais que regulações novas, fazem-se urgentes alternativas. A solução da crise econômica-financeira passa pelo encaminhamento da crise ecológica geral e do aquecimento global. Se estas variáveis não forem consideradas, as soluções económicas, dentro de pouco tempo, não terão sustentabilidade e a crise voltará com mais virulência.
As empresas nas bolsas de Londres e de Wall Street tiveram perdas de mais de um trilhão e meio de dólares, perdas do capital humano. Enquanto isso, segundo dados do Greenpeace, o capital natural tem perdas anuais da ordem de 2 a 4, trilhões de dólares, provocadas pela degradação geral dos ecossistemas, desflorestamento, desertificação e escassez de água. A primeira produziu pânico, a segunda sequer foi notada. Mas desta vez não dá para continuar com o business as usual.
O pior que nos pode acontecer é não aproveitar a oportunidade advinda da crise generalizada do tipo de economia neoliberal para projetar uma alternativa de produção que combine a preservação do capital natural com o capital humano. Há que se passar de um paradigma de produção industrial devastador para um de sustentação de toda a vida.
Esta alternativa é imprescindível, como o mostrou corajosamene François Houtart, sociólgo belga e grande amigo do Brasil, numa conferência diante da Assembleia da ONU em 30 de outubro do corrrente ano: se não buscarmos uma alternativa ao atual paradigma econômico em quinze anos 20% a 30% das espécies vivas poderão desaparecer e nos meados do século haverá cerca de 150 a 200 milhões de refugiados climáticos. Agora a crise em vez de oportunidade vira risco aterrador.
A crise atual nos oferece a oportunidade, talvez uma das últimas, para encontrarmos um modo de vida sustentável para os humanos e para toda a comunidade de vida. Sem isso poderemos ir ao encontro da escuridão.
Fonte: Leonardo Boff - Teólogo.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
Por Leonardo Boff
Face a um cataclismo econômico-financeiro mundial se desenham dois cenários: um de crise e outro de tragédia. Tragédia seria se toda a arquitetura econômica mundial desabasse e nos empurasse para um caos total com milhões de vítimas por violência, fome e guerra. Não seria impossível, pois o capitalismo, geralmente, supera as situações caóticas mediante a guerra. Ganha ao destruir e ganha ao reconstruir. Somente que hoje esta solução não parece viável pois uma guerra tecnológica liquidaria com a espécie humana; só cabem guerras regionais sem uso de armas de destruição em massa.
Outro cenário seria de crise. Para ela, não acaba o mundo econômico, mas este tipo de mundo, o neoliberal. O caos pode ser criativo, dando origem a outra ordem diferente e melhor. A crise teria, portanto, uma função purificadora, abrindo espaço para uma outra oportunidade de produção e de consumo.
Não precisamos recorrer ao idiograma chinês de crise para saber de sua significação como risco e oportunidade. Basta recordar o sânscrito matriz das línguas ocidentais.
Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri vem também crítica que é um processo pelo qual nos damos conta dos pressupostos, dos contextos, do alcance e dos limites seja do pensamento, seja de qualquer fenômeno. De kri se deriva outrossim crisol, elemento químico com o qual se limpa ouro das gangas e, por fim, acrisolar que quer dizer depurar e decantar. Então, a crise representa a oportunidade de um processo critico, de depuração do cerne: só o verdadeiro fica, o acidental cai sem sustentabilidade.
Ao redor e a partir deste cerne se constrói uma outra ordem que representa a superação da crise. Os ciclos de crise do capitalismo são notórios. Como nunca se fazem cortes estruturais que inaugurem uma nova ordem econômica mas sempre se recorre a ajustes que preservam a lógica exploradora de base, ele nunca supera propriamente a crise. Alivia seus efeitos danosos, revitaliza a produção para novamente entrar em crise e assim prolongar o recorrente ciclo de crises.
A atual crise poderia ser uma grande oportunidade para a invenção de um outro paradigma de produção e de consumo. Mais que regulações novas, fazem-se urgentes alternativas. A solução da crise econômica-financeira passa pelo encaminhamento da crise ecológica geral e do aquecimento global. Se estas variáveis não forem consideradas, as soluções económicas, dentro de pouco tempo, não terão sustentabilidade e a crise voltará com mais virulência.
As empresas nas bolsas de Londres e de Wall Street tiveram perdas de mais de um trilhão e meio de dólares, perdas do capital humano. Enquanto isso, segundo dados do Greenpeace, o capital natural tem perdas anuais da ordem de 2 a 4, trilhões de dólares, provocadas pela degradação geral dos ecossistemas, desflorestamento, desertificação e escassez de água. A primeira produziu pânico, a segunda sequer foi notada. Mas desta vez não dá para continuar com o business as usual.
O pior que nos pode acontecer é não aproveitar a oportunidade advinda da crise generalizada do tipo de economia neoliberal para projetar uma alternativa de produção que combine a preservação do capital natural com o capital humano. Há que se passar de um paradigma de produção industrial devastador para um de sustentação de toda a vida.
Esta alternativa é imprescindível, como o mostrou corajosamene François Houtart, sociólgo belga e grande amigo do Brasil, numa conferência diante da Assembleia da ONU em 30 de outubro do corrrente ano: se não buscarmos uma alternativa ao atual paradigma econômico em quinze anos 20% a 30% das espécies vivas poderão desaparecer e nos meados do século haverá cerca de 150 a 200 milhões de refugiados climáticos. Agora a crise em vez de oportunidade vira risco aterrador.
A crise atual nos oferece a oportunidade, talvez uma das últimas, para encontrarmos um modo de vida sustentável para os humanos e para toda a comunidade de vida. Sem isso poderemos ir ao encontro da escuridão.
Fonte: Leonardo Boff - Teólogo.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
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