O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado nesta quarta-feira (15). Uma das iniciativas bem sucedidas no Brasil é o pagamento de agricultores que preservam a mata atlântica, em Minas Gerais.
O aposentado Octávio de Almeida mostra com orgulho a mata que ocupa quase metade dos seis hectares de terra que herdou da família, em Matias Barbosa. Ele foi o pioneiro do projeto que paga os produtores que preservam a vegetação nativa.
No ano passado, Almeida recebeu R$ 450. O dinheiro ajuda a cuidar do sítio, que não tem renda própria. Esse é o lugar que o aposentado escolheu para descansar.
Já na propriedade vizinha, a renda foi bem maior. O produtor Hélio Domingos, que tira 220 litros de leite por dia, recebeu R$ 4.760, em 2008. Ele preserva 32 dos 105 hectares da fazenda, um número maior do que os 20% da reserva legal. “Por causa da nascente de água que refresca o terreno. É bom para tudo, para a própria natureza”, disse.
Os produtores também ganham arame e mourão, para fazer cerca em volta da mata, e isca para formigas, formicida e mudas. O projeto é uma parceira do governo de Minas Gerais e um banco alemão.
Na Zona da Mata mineira, o gerenciamento é feito por uma organização não-governamental que distribui os recursos aos produtores. “São selecionadas áreas que tenham potencial de recurso natural, como nascentes, minas e córregos. Elas são selecionadas mediante a importância que a área tem para o abastecimento de água, por exemplo”, explicou Theodoro Guerra, presidente da Associação do Meio Ambiente de Juiz de Fora.
Nove produtores recebem de R$ 140 a R$ 400 por hectare ao ano para preservar, recompor a mata ou plantar espécies nativas. Mais sete proprietários de terra serão beneficiados este ano para que a região se torne um corredor ecológico. “A gente viu na prática que o incentivo sensibiliza muito mais o produtor do que a multa e o castigo. A gente sente que hoje eles sentem a mata mais deles e mais valorizada”, disse a agrônoma Ana Paula Mares Guia.
Estima-se que 93% da Mata Atlântica já foi devastada em todo o país.
Fonte: Ambientebrasil
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Mata atlântica pode ter 150 mil km² restaurados
9/4/2009
Projeto quer restabelecer floresta em uma área equivalente ao Estado do Ceará até 2050; atualmente, bioma conta com 7% da cobertura original
Alexandre Gonçalves
Um pacto para restaurar 150 mil quilômetros quadrados da mata atlântica - uma área equivalente ao Estado do Ceará - foi lançado ontem em São Paulo. A meta é recuperar 30% da área original do bioma até 2050. Atualmente, floresta bem preservada corresponde a 7% da cobertura original da mata atlântica, sem contar trechos que demandam proteção e cuidado especial (13%). A iniciativa pretende restaurar 10% do bioma original que desapareceu.
Um grupo técnico desenhou um mapa com as regiões onde pode ocorrer a restauração. Solos com pouco potencial agrícola ou às margens de rios receberam prioridade, pois presume-se que não será difícil convencer agricultores e pecuaristas a reflorestar tais áreas.
"Temos solos de baixa produtividade que geram apenas R$ 200 por hectare", explica Ricardo Ribeiro Rodrigues, pesquisador do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (Lerf) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e um dos responsáveis pelo estudo. "Com manejo adequado, seria possível obter R$ 1.500 por hectare de floresta restaurada."
Miguel Calmon, coordenador-geral do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, afirma que a iniciativa não apontará infratores do Código Florestal, que desmataram além do permitido. "Não queremos uma caça às bruxas", diz Calmon. "Queremos mostrar que vale a pena para o agricultor recuperar a mata." Um livro organizado por pesquisadores do Lerf reúne o conhecimento necessário para restaurar a mata.
Calmon explica que o financiamento das iniciativas não virá de filantropia. "Queremos criar mecanismos para que os produtores recebam pelos serviços ambientais prestados pela floresta preservada nas suas propriedades." A mata atlântica garante o abastecimento de água para quase 130 milhões de pessoas no País. "Também vamos buscar interessados em comprar créditos de carbono", afirma Calmon.
Mais de 50 entidades aderiram, incluindo organizações não governamentais, empresas, universidades e governos. O site www.pactomataatlantica.org.br recolherá as inscrições. O pedido depende de aprovação. A adesão implica cumprimento das diretrizes apresentadas no protocolo do pacto, disponível no site.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
Projeto quer restabelecer floresta em uma área equivalente ao Estado do Ceará até 2050; atualmente, bioma conta com 7% da cobertura original
Alexandre Gonçalves
Um pacto para restaurar 150 mil quilômetros quadrados da mata atlântica - uma área equivalente ao Estado do Ceará - foi lançado ontem em São Paulo. A meta é recuperar 30% da área original do bioma até 2050. Atualmente, floresta bem preservada corresponde a 7% da cobertura original da mata atlântica, sem contar trechos que demandam proteção e cuidado especial (13%). A iniciativa pretende restaurar 10% do bioma original que desapareceu.
Um grupo técnico desenhou um mapa com as regiões onde pode ocorrer a restauração. Solos com pouco potencial agrícola ou às margens de rios receberam prioridade, pois presume-se que não será difícil convencer agricultores e pecuaristas a reflorestar tais áreas.
"Temos solos de baixa produtividade que geram apenas R$ 200 por hectare", explica Ricardo Ribeiro Rodrigues, pesquisador do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (Lerf) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e um dos responsáveis pelo estudo. "Com manejo adequado, seria possível obter R$ 1.500 por hectare de floresta restaurada."
Miguel Calmon, coordenador-geral do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, afirma que a iniciativa não apontará infratores do Código Florestal, que desmataram além do permitido. "Não queremos uma caça às bruxas", diz Calmon. "Queremos mostrar que vale a pena para o agricultor recuperar a mata." Um livro organizado por pesquisadores do Lerf reúne o conhecimento necessário para restaurar a mata.
Calmon explica que o financiamento das iniciativas não virá de filantropia. "Queremos criar mecanismos para que os produtores recebam pelos serviços ambientais prestados pela floresta preservada nas suas propriedades." A mata atlântica garante o abastecimento de água para quase 130 milhões de pessoas no País. "Também vamos buscar interessados em comprar créditos de carbono", afirma Calmon.
Mais de 50 entidades aderiram, incluindo organizações não governamentais, empresas, universidades e governos. O site www.pactomataatlantica.org.br recolherá as inscrições. O pedido depende de aprovação. A adesão implica cumprimento das diretrizes apresentadas no protocolo do pacto, disponível no site.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Programa Desmatamento Evitado completa um ano com proteção de quase 3% da Floresta Araucária do Paraná
Projetos como o “Seguro Verde” do Banco HSBC ajudam a preservar a Floresta Atlântica no Paraná
Florestas com araucária tinham 167 mil km2 (16,7 milhões ha) originalmente no Sul, desses 80 mil km2 (8 milhões ha) no Paraná, que equivalem a 1/3 da área do Estado, e em 2001 só restavam 6 mil km2 (0,6 milhões ha), 0,8%
Josiany Fiedler Vieira
O Programa Desmatamento Evitado, uma iniciativa da SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – para preservar remanescentes intactos da Floresta Atlântica, especificamente áreas de matas com Araucária, já garantiu a adoção e preservação de 14 propriedades do Paraná, que correspondem ao equivalente de quase 2,67% da mata nativa do Estado, que em 2001 era de 0,6 milhões de hectares (segundo dados do Probio – Fupef-UFPR), hoje estima-se que esse número seja ainda menor. Essa área preservada é resultado de um ano do projeto que já está servindo de exemplo para países como México, Argentina e Panamá.
Os 1.763,63 hectares ou 17,636 milhões de metros quadrados de terras no Paraná e Santa Catarina estão sendo protegidas devido ao apoio do banco HSBC e de outras instituições que apóiam o programa. Só o HSBC adotou 10 áreas que correspondem a 1.105,70 hectares de florestas nativas e esse número vai aumentar até o final do ano, chegando a quase 1.500 ha. Em mais de um ano de projeto – de 2007 até outubro de 2008 – o banco investiu quase R$ 1,5 milhão.
Os valores investidos são de uma campanha da instituição financeira chamada de “Seguros Verdes”. A cada contratação ou renovação da apólice de seguro o cliente ganha um bônus para preservar uma área nativa de 88 m2, no caso de seguro veícular, ou de 44 m2, no caso de seguro residencial. Segundo estimativas realizadas pela SPVS, cada carro (de médio porte e que rode cerca de 50km/dia utilizando gasolina) produz anualmente cerca de 4 toneladas de CO2. No caso das residências, o cálculo médio de emissões de poluentes (uso de gás, eletricidade, geração de lixo, etc.) é de cerca de 2 toneladas de CO2.
Para Fernando Moreira, diretor-executivo da HSBC Seguros, essa ação reflete não só a preocupação da área de seguros, mas como a do grupo globalmente com o meio ambiente. “O Seguro Verde é uma ação do HSBC em prol da sustentabilidade do planeta”, afirma Moreira.
O recurso repassado pelo HSBC Seguros passa a ser destinado aos proprietários que recebem uma quantia mensal para que as áreas sejam conservadas. “O projeto Desmatamento Evitado está servindo de modelo, pois a empresa não está fazendo uma doação e sim investindo num diferencial para seu produto. O projeto foi montado com precisão e sabemos o que acontece em cada área. Por isso o Brasil – 5º maior emissor de gases de efeito estufa – passa a combater o aquecimento global com ações como esta, focadas em evitar o desmatamento”, diz o diretor da SPVS, Clóvis Borges.
Para Borges esse também é outro diferencial do projeto. O Desmatamento Evitado permite que áreas deixem de ser desmatadas, mantendo o carbono estocado e contribuindo com a regulação climática, além de proteger a biodiversidade e a função ecológica dessas áreas. O projeto Desmatamento Evitado está sendo exportado para outros países e é uma iniciativa reconhecida por instituições que trabalham com o aquecimento global, com a Fundação Avina. Para o engenheiro florestal e diretor da Fundação, Miguel Milano, o Programa é a iniciativa com mais resultados visíveis para conservação dos remanescentes de Floresta com Araucária.
O espaço mantido pelo HSBC, no Paraná e Santa Catarina, corresponde à 133 mil toneladas de Carbono. Além dessas áreas, a SPVS preserva outros 1.314,86 hectares adotados pelo Grupo Positivo, Rigesa, Sun, Chemical e Fundação O Boticário. As áreas adotadas estão localizadas nas cidades da Lapa, Bocaiúva, Fernandes Pinheiro e Tibagi, no Paraná, e Itaiópolis, em Santa Catarina.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
Florestas com araucária tinham 167 mil km2 (16,7 milhões ha) originalmente no Sul, desses 80 mil km2 (8 milhões ha) no Paraná, que equivalem a 1/3 da área do Estado, e em 2001 só restavam 6 mil km2 (0,6 milhões ha), 0,8%
Josiany Fiedler Vieira
O Programa Desmatamento Evitado, uma iniciativa da SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – para preservar remanescentes intactos da Floresta Atlântica, especificamente áreas de matas com Araucária, já garantiu a adoção e preservação de 14 propriedades do Paraná, que correspondem ao equivalente de quase 2,67% da mata nativa do Estado, que em 2001 era de 0,6 milhões de hectares (segundo dados do Probio – Fupef-UFPR), hoje estima-se que esse número seja ainda menor. Essa área preservada é resultado de um ano do projeto que já está servindo de exemplo para países como México, Argentina e Panamá.
Os 1.763,63 hectares ou 17,636 milhões de metros quadrados de terras no Paraná e Santa Catarina estão sendo protegidas devido ao apoio do banco HSBC e de outras instituições que apóiam o programa. Só o HSBC adotou 10 áreas que correspondem a 1.105,70 hectares de florestas nativas e esse número vai aumentar até o final do ano, chegando a quase 1.500 ha. Em mais de um ano de projeto – de 2007 até outubro de 2008 – o banco investiu quase R$ 1,5 milhão.
Os valores investidos são de uma campanha da instituição financeira chamada de “Seguros Verdes”. A cada contratação ou renovação da apólice de seguro o cliente ganha um bônus para preservar uma área nativa de 88 m2, no caso de seguro veícular, ou de 44 m2, no caso de seguro residencial. Segundo estimativas realizadas pela SPVS, cada carro (de médio porte e que rode cerca de 50km/dia utilizando gasolina) produz anualmente cerca de 4 toneladas de CO2. No caso das residências, o cálculo médio de emissões de poluentes (uso de gás, eletricidade, geração de lixo, etc.) é de cerca de 2 toneladas de CO2.
Para Fernando Moreira, diretor-executivo da HSBC Seguros, essa ação reflete não só a preocupação da área de seguros, mas como a do grupo globalmente com o meio ambiente. “O Seguro Verde é uma ação do HSBC em prol da sustentabilidade do planeta”, afirma Moreira.
O recurso repassado pelo HSBC Seguros passa a ser destinado aos proprietários que recebem uma quantia mensal para que as áreas sejam conservadas. “O projeto Desmatamento Evitado está servindo de modelo, pois a empresa não está fazendo uma doação e sim investindo num diferencial para seu produto. O projeto foi montado com precisão e sabemos o que acontece em cada área. Por isso o Brasil – 5º maior emissor de gases de efeito estufa – passa a combater o aquecimento global com ações como esta, focadas em evitar o desmatamento”, diz o diretor da SPVS, Clóvis Borges.
Para Borges esse também é outro diferencial do projeto. O Desmatamento Evitado permite que áreas deixem de ser desmatadas, mantendo o carbono estocado e contribuindo com a regulação climática, além de proteger a biodiversidade e a função ecológica dessas áreas. O projeto Desmatamento Evitado está sendo exportado para outros países e é uma iniciativa reconhecida por instituições que trabalham com o aquecimento global, com a Fundação Avina. Para o engenheiro florestal e diretor da Fundação, Miguel Milano, o Programa é a iniciativa com mais resultados visíveis para conservação dos remanescentes de Floresta com Araucária.
O espaço mantido pelo HSBC, no Paraná e Santa Catarina, corresponde à 133 mil toneladas de Carbono. Além dessas áreas, a SPVS preserva outros 1.314,86 hectares adotados pelo Grupo Positivo, Rigesa, Sun, Chemical e Fundação O Boticário. As áreas adotadas estão localizadas nas cidades da Lapa, Bocaiúva, Fernandes Pinheiro e Tibagi, no Paraná, e Itaiópolis, em Santa Catarina.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
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