Projetos como o “Seguro Verde” do Banco HSBC ajudam a preservar a Floresta Atlântica no Paraná
Florestas com araucária tinham 167 mil km2 (16,7 milhões ha) originalmente no Sul, desses 80 mil km2 (8 milhões ha) no Paraná, que equivalem a 1/3 da área do Estado, e em 2001 só restavam 6 mil km2 (0,6 milhões ha), 0,8%
Josiany Fiedler Vieira
O Programa Desmatamento Evitado, uma iniciativa da SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – para preservar remanescentes intactos da Floresta Atlântica, especificamente áreas de matas com Araucária, já garantiu a adoção e preservação de 14 propriedades do Paraná, que correspondem ao equivalente de quase 2,67% da mata nativa do Estado, que em 2001 era de 0,6 milhões de hectares (segundo dados do Probio – Fupef-UFPR), hoje estima-se que esse número seja ainda menor. Essa área preservada é resultado de um ano do projeto que já está servindo de exemplo para países como México, Argentina e Panamá.
Os 1.763,63 hectares ou 17,636 milhões de metros quadrados de terras no Paraná e Santa Catarina estão sendo protegidas devido ao apoio do banco HSBC e de outras instituições que apóiam o programa. Só o HSBC adotou 10 áreas que correspondem a 1.105,70 hectares de florestas nativas e esse número vai aumentar até o final do ano, chegando a quase 1.500 ha. Em mais de um ano de projeto – de 2007 até outubro de 2008 – o banco investiu quase R$ 1,5 milhão.
Os valores investidos são de uma campanha da instituição financeira chamada de “Seguros Verdes”. A cada contratação ou renovação da apólice de seguro o cliente ganha um bônus para preservar uma área nativa de 88 m2, no caso de seguro veícular, ou de 44 m2, no caso de seguro residencial. Segundo estimativas realizadas pela SPVS, cada carro (de médio porte e que rode cerca de 50km/dia utilizando gasolina) produz anualmente cerca de 4 toneladas de CO2. No caso das residências, o cálculo médio de emissões de poluentes (uso de gás, eletricidade, geração de lixo, etc.) é de cerca de 2 toneladas de CO2.
Para Fernando Moreira, diretor-executivo da HSBC Seguros, essa ação reflete não só a preocupação da área de seguros, mas como a do grupo globalmente com o meio ambiente. “O Seguro Verde é uma ação do HSBC em prol da sustentabilidade do planeta”, afirma Moreira.
O recurso repassado pelo HSBC Seguros passa a ser destinado aos proprietários que recebem uma quantia mensal para que as áreas sejam conservadas. “O projeto Desmatamento Evitado está servindo de modelo, pois a empresa não está fazendo uma doação e sim investindo num diferencial para seu produto. O projeto foi montado com precisão e sabemos o que acontece em cada área. Por isso o Brasil – 5º maior emissor de gases de efeito estufa – passa a combater o aquecimento global com ações como esta, focadas em evitar o desmatamento”, diz o diretor da SPVS, Clóvis Borges.
Para Borges esse também é outro diferencial do projeto. O Desmatamento Evitado permite que áreas deixem de ser desmatadas, mantendo o carbono estocado e contribuindo com a regulação climática, além de proteger a biodiversidade e a função ecológica dessas áreas. O projeto Desmatamento Evitado está sendo exportado para outros países e é uma iniciativa reconhecida por instituições que trabalham com o aquecimento global, com a Fundação Avina. Para o engenheiro florestal e diretor da Fundação, Miguel Milano, o Programa é a iniciativa com mais resultados visíveis para conservação dos remanescentes de Floresta com Araucária.
O espaço mantido pelo HSBC, no Paraná e Santa Catarina, corresponde à 133 mil toneladas de Carbono. Além dessas áreas, a SPVS preserva outros 1.314,86 hectares adotados pelo Grupo Positivo, Rigesa, Sun, Chemical e Fundação O Boticário. As áreas adotadas estão localizadas nas cidades da Lapa, Bocaiúva, Fernandes Pinheiro e Tibagi, no Paraná, e Itaiópolis, em Santa Catarina.
Fonte: Portal do Meio Ambiente
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
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