quarta-feira, 8 de abril de 2009

Recuperar floresta pode gerar créditos de carbono

01/04/2009 - O banco holandês Rabobank começou a desenvolver, em parceria com algumas ONGs, um projeto para estimular a recuperação de áreas desmatadas na região de bioma amazônico.

Em 2008 foi feito um projeto-piloto na região Norte de Mato Grosso no qual o banco investiu R$ 2,5 mil por hectare para recuperar área de 32 hectares pertencentes a diversos produtores rurais da região. "Em 40 anos, essas árvores vão crescer e capturar o carbono na atmosfera. Mas, esse resultado pode ser antecipado por meio do reconhecimento do projeto como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo pela Organização das Nações Unidas (ONU)", explica Daniela Mariuzzo, responsável pela área de sustentabilidade do Rabobank.

Ela detalha que a partir desse reconhecimento é possível negociar a venda desses créditos de carbono e reverter o recurso, parte para o produtor rural, e outra parte, para um fundo com objetivo de apoiar outros projetos de recuperação de florestas. "Esses créditos podem ser calculados e antecipados", complementa.

Em 2007, a União Europeia, maior mercado comprador de crédito de carbono do mundo, movimentou mais de US$ 50 bilhões, segundo dados do Banco Mundial. A estimativa é que esse volume tenha atingido US$ 75 bilhões em 2008, de acordo com a New Carbon Finance Ecosystem Marketplace.

Fonte: Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online.

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