País é um dos piores em igualdade salarial dos sexos e mortalidade infantil. Renda do trabalho deve superar rendas de capital e propriedade em 2011.
Três relatórios de fontes diferentes divulgados nesta quarta-feira (12) mostram avanços em indicadores sociais brasileiros, mas indicam que o país ainda tem de evoluir na igualdade salarial entre os sexos e no combate à mortalidade infantil.
Levantamento do Fórum Econômico Mundial sobre a diferença entre os gêneros revela que o Brasil oferece oportunidades iguais em educação e saúde para homens e mulheres, mas é um dos piores na comparação da igualdade salarial entre os sexos.
De acordo com o estudo, o país ocupa a 100ª posição em igualdade de salários para atividades similares, entre 130 países pesquisados. No ranking geral que mede a igualdade entre homens e mulheres, o país ainda está em 73º lugar, uma posição acima em relação a 2007.
Já uma pesquisa do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mostra que o Brasil só é pior que Bolívia e Paraguai em mortalidade infantil na América Latina. Por outro lado, a expectativa de vida da população brasileira está subindo, segundo o mesmo estudo.
Finalmente, uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) mostra que o trabalho pode voltar a representar a principal fonte de renda do Brasil em 2011 -ou seja, depois de 21 anos atrás às rendas de capital e propriedade.
De acordo com Márcio Pochmann, presidente do Ipea, o aumento da renda do trabalho em relação ao total segue uma tendência de países desenvolvidos e é importante para reduzir as desigualdades sociais no país.
Fonte: JC e-mail (SBPC)
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
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